Por que o teste de medicamentos pode ser a aplicação mais importante da bioimpressão?

A bioimpressão é, desnecessário dizer, ótima causa de excitação. Normalmente, a mente da maioria das pessoas vai imediatamente a uma idéia: a idéia de que, no futuro, possamos imprimir em 3D órgãos humanos que podem realmente ser transplantados para pacientes, salvando suas vidas sem exigir um órgão doado de outra pessoa. É compreensível que as pessoas estejam entusiasmadas com essa perspectiva; Órgãos impressos em 3D potencialmente trazem enormes vantagens. As pessoas poderiam receber transplantes de órgãos de imediato, sem ter que esperar por uma compatibilidade de doadores, eliminando as longas listas de espera, bem como a culpa que vem de se beneficiar da morte de outra pessoa. Além disso, a idéia é que os órgãos impressos em 3D são formados a partir das células-tronco do paciente, eliminando o risco de rejeição e a necessidade de drogas imunossupressoras. Na realidade, provavelmente ainda não veremos os órgãos humanos 3D transplantados em vários anos … Continue lendo

8 destaques do blog Microfluídica & Engenharia Química de 2017

Olá querido leitor. Nesse clima de fim de ano com diversas listas de destaques do ano, resolvi trazer para vocês uma lista dos 8 posts que se destacaram aqui no blog e no mundo da Microfluídica & Engenharia Química. 1 – O que é a microfluídica? O post que apresentou a definição de microfluídica foi um dos principais posts aqui do blog. Nele, nós filosofamos sobre o que é microfluídica de acordo com várias definições encontradas na literatura. Aqui está uma amostra do que nós discutimos no post: “Assim como ocorreu na definição de engenharia química, essa pergunta também é um pouco difícil. Por exemplo, se pegarmos a definição do Prof. George M. Whitesides da Universidade de Harvard em um artigo publicado na Nature, a microfluídica é definida como a ciência e tecnologia de sistemas que manipulam e estudam pequenas quantidades de fluidos, utilizando estruturas com dimensões de dezenas a centenas de micrômetros … Continue lendo

Miniaturização das plantas químicas - Parte 2: Microfluídica

Na semana passada, nós começamos a entender como as atuais plantas químicas poderão ser reduzidas em tamanho, consumir menos energia, além de gerar menos resíduos, mas mantendo sua capacidade de produção. Se você não leu ainda, corre lá ou clique aqui, kkkk, para lembrar ou aprender o que é intensificação de processos e o que isso tem a haver com a redução do tamanho de equipamentos. Nós vimos que a primeira definição de intensificação de processos (PI), definia esse conceito como uma estratégia de redução no tamanho de uma planta química de modo a atingir um determinado objetivo de produção. Segundo essa definição,  a redução no tamanho poderia ocorrer pela diminuição do tamanho das peças individuais ou pela redução no número de unidades envolvidas, sendo essa redução de volume na ordem de 100 ou mais. Na época dessa definição, uma redução de volume na ordem de 100 ou mais era extremamente dificil … Continue lendo

Miniaturização das plantas químicas - Parte 1: Intensificação de processos

Olá querido leitor. Quando eu comecei o meu doutorado, meu orientador me deu o livro intitulado “Introduction to Microfluidics” [1], no qual era feita a seguinte pergunta: Pode uma refinaria química ser miniaturizada?. Essa pergunta de certa forma foi e ainda é a motivadora das minhas pesquisas em Microfluídica & Engenharia Química. Imagine, que você possa ter todos os processos químicos encontrados em uma planta química em um microdispositivo ou você ter um sistema na bancada do laboratório que se assemelhe do que é praticado na indústria. Além da praticidade desse conceito para nós engenheiros no desenvolvimento de processos químicos, equipamentos e plantas químicas, essa miniaturização poderia trazer outros enormes benefícios. Por exemplo, se olharmos para o desenvolvimento da eletrônica/computação ficará mais claro como a miniaturização pode beneficiar as plantas químicas. O ENIAC foi o primeiro computador a ser desenvolvido, custando cerca de US$ 6.000.000, com 2,40 metros de altura, 0,91 … Continue lendo

Não é Harry Potter, é Engenharia Química!

Eu não sei quanto a você querido leitor, mas depois desses feriados prolongados como o de finados, eu demoro um pouco para entrar no ritmo normal de estudo e trabalho (não que eu esteja reclamando, kkkk). Por isso, eu pensei em trazer algo diferente essa semana ao falar sobre os “encantos e poções de Harry Potter” que fazem parte do cotidiano da Engenharia Química. Em outras eras, eu já fiz maratonas com meus irmãos dos oito filmes lançados da história do menino órfão e sua busca para derrotar o Voldemort, e com uma ajuda de um texto do Prof. Geoffrey Maitland do Imperial College London vamos ver sete encantos e poções do mundo mágico que já são realidades graças a Engenharia Química. 1. Essência de ditamno O último uso dessa poção na série foi em Harry Potter e as Relíquias da Morte, quando Ron Weasley arrumou seu braço depois de desaparatar (capacidade de … Continue lendo

Corpo humano em chips

Olá querido leitor. Já faz um tempo que nós não conversamos sobre os avanços da Microfluídica & Engenharia Química. Para compensar esse longo tempo, hoje nós iremos ver como microrreatores e impressoras 3D, dois assuntos que nós gostamos bastante, podem reproduzir a resposta do corpo humano aos agentes químicos e biológicos prejudiciais e desenvolver possíveis tratamentos. Uma equipe de cientistas do Instituto Wake Forest para Medicina Regenerativa, e outras nove outras instituições criaram miniaturas 3D de corações, pulmões e fígados humanos para conseguir testes mais realistas de como o corpo humano responde a novos medicamentos. O projeto “body-on-a-chip“, financiado pela Agência de Redução de Ameaças à Defesa, tem como objetivo ajudar a reduzir o custo estimado de 2 bilhões de dólares e a taxa de falência de 90% que as empresas farmacêuticas enfrentam ao desenvolver novos medicamentos. A pesquisa foi divulgada na revista Scientific Reports (DOI: 10.1038/s41598-017-08879-x), publicado pela Nature. Usando a … Continue lendo

Desenvolvimento de Microrreatores - Uma breve introdução

Olá querido leitor! Já faz algum tempo que nós não conversamos sobre os fundamentos da Microfluídica e da Engenharia Química. Eu sei que às vezes pode ser um pouco chato esses textos. Entretanto, entender esses fundamentos é essencial para explorar melhor as ferramentas dessas áreas e assim desenvolver microdispositivos cada vez mais complexos e dessa maneira, em um futuro próximo, construímos unidades industriais inteiras baseadas em microdispositivos. Os reatores químicos são conhecidos como o coração dos processos químicos industriais, podendo ser o responsável pelo fracasso ou o sucesso econômico. Mas o que são reatores químicos? São equipamentos nos quais ocorrem reações químicas e são encontrados em dois tipos básicos: tanques ou tubos. Nesse segundo tipo é que se enquadram os microrreatores. Podemos definir os microrreatores como dispositivos compostos por microcanais interligados, em que pequenas quantidades de reagentes são manipuladas, reagindo por um determinado tempo. Dependendo do tipo de reação, o desenvolvimento de microrreatores … Continue lendo